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CLIPPING: ORQUESTRA JOVEM DE CAMPINAS

Metrópole - Futuro da música


Você ainda pensa que todo adolescente curte rock, hip hop, techno e outros sons moderninhos?

Tatiana Baptista - tatiana@cpopular.com.br Especial para a Metrópole

Dezenas de músicos, entre 10 a 27 anos, encontraram na música um novo estilo de vida e uma profissão alternativa. Os integrantes das Orquestra Sinfônica Jovem de Campinas e Orquestra Infanto-Juvenil de Campinas, que juntas somam cerca de 80 instrumentistas, são alguns representantes desse perfil artístico. O interesse pela música erudita vem aumentando na mesma medida em que cresce o conhecimento sobre o gênero musical.

Vinculada ao Núcleo de Integração e Difusão Cultural da Unicamp (Nidic), a Orquestra Sinfônica Jovem reúne os 50 melhores músicos entre 15 e 27 anos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Interior do Estado. Com o apoio da Petrobrás e da Unicamp, todos os músicos recebem bolsas de estudo.

É o caso dos amigos Rômulo Sprung e Rodrigo Carvalho, ambos de 15 anos, que se conheceram nos ensaios da orquestra. Rômulo toca viola e é músico há cinco anos. Já Rodrigo, toca violino há três anos. Por influência da família e dos amigos, surgiu o interesse pelo estudo de música clássica. Com o avanço no aprendizado, através das aulas particulares, há um ano, conseguiram ingressar na sinfônica.

Para Rômulo, estudante do Ensino Médio, a música é muito mais do que lazer. “Hoje a música significa o meu futuro. Não tenho interesse em fazer outra coisa”, conta.

Rodrigo também não pensa em parar e pretende graduar-se em música. “No Brasil, a cultura da música clássica está crescendo e, se depender de mim, vai crescer muito mais”, enfatiza. Há um ano e meio tocando violino na orquestra, Rodrigo resolveu também aprender piano, e disciplinadamente, estuda todos os dias.

Virou realidade

A Orquestra Sinfônica Jovem de Campinas surgiu na Unicamp pela vontade de um grupo de 40 instrumentistas do curso de música da universidade. O objetivo sempre foi incentivar a formação de público para a música clássica e proporcionar mais oportunidades aos jovens da região que desejam ingressar nessa arte.

Em abril de 2002, a orquestra realizou o seu primeiro concerto. E não foi uma estréia convencional, como se espera de um time tão jovem. Ao mesmo tempo em que os músicos executavam obras de um período de 500 anos de história da música, intervenções teatrais explicavam ao público o surgimento das orquestras sinfônicas.

A experiência deu tão certo que hoje a Sinfônica Jovem tem motivos de sobra para comemorar e se orgulhar. Após realizar um projeto para difusão da música clássica para os jovens, a sinfônica concorreu com outros 3.736 inscritos, a maior seleção pública do País, e conseguiu o patrocínio da Petrobrás, junto à Lei Rouanet (Lei 8.586/93).

O plano de ação do projeto, que começou no ano passado, prevê a realização de uma temporada por semestre até dezembro. Nesse período, a orquestra vai realizar uma turnê por oito cidades do Interior do Estado de São Paulo que nunca receberam uma sinfônica, além de gravar um CD com obras do compositor alemão radicado no Brasil, Ernest Mahle, e realizar cursos e concertos mensais.

Para Simone Menezes, maestrina e uma das idealizadoras do projeto, a idéia que permeou a iniciativa é justamente formar público para a música clássica. “Com o projeto, pretendemos atingir um público de 10 mil pessoas na Unicamp, em Campinas e em várias cidades de São Paulo, levando, através de uma orquestra jovem, bonita e competente, a música de qualidade”, diz.

Primeira maestrina

Simone Menezes é a primeira mulher a ocupar o cargo de maestrina da Orquestra Sinfônica Jovem de Campinas.Uma das precursoras da sinfônica, ela acredita que o projeto já se tornou um celeiro de músicos para grandes orquestras nacionais e internacionais, formando jovens talentos na música clássica. “A Região Metropolitana de Campinas tem sido um pólo gerador de músicos, assim como São Paulo e Rio. A Sinfônica Jovem é justamente uma alternativa para formarmos instrumentistas no interior do Estado, que conta com pouquíssimas orquestras”.

Sem idade

Mesmo não tendo atingido a idade mínima de 15 anos para ingressar na Orquestra Sinfônica Jovem de Campinas, Bárbara de Souza, 10 anos, conquistou sua vaga no grupo.

Tudo começou aos dois anos, quando a mãe, Maria da Penha, matriculou a filha em um curso de musicalização infantil, com o objetivo de dar a ela uma formação musical. Além disso, o curso trabalha no desenvolvimento da coordenação motora, possibilita conhecer e escolher os instrumentos musicais e saber um pouco mais sobre a história dos grandes músicos clássicos.

“Eu sempre gostei de música erudita. Quando estava grávida, eu escutava os compositores clássicos e acho que o dom de Bárbara vem daí”, conta a mãe que, apesar de apreciar esse gênero musical, não toca nenhum tipo de instrumento.

Bárbara aprova a iniciativa da mãe que hoje dispensa a mesma atenção à caçula da casa, Bianca, de 7 anos. “Eu e minha irmã gostamos muito de música e estudamos juntas. Não consigo ficar muito tempo sem tocar”, conta orgulhosa.

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