Campinas/SP - Quinta, 30 de junho de 2022 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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CLIPPING: TONICO´S BOTECO

Correio Popular - Caderno C - Pág. 07 - A voz do samba autêntico - Marquinhos


O projeto A Voz do Morro, que acontece a cada quinze dias e traz para Campinas sambistas cariocas ligados às escolas de samba, prossegue hoje no Tonico’s Boteco. Quem sobe ao palco do Tonico’s é o sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, a partir das 21h. Na abertura, se apresenta Cotinha & Amigos.

Criado em Oswaldo Cruz, Marquinhos teve a oportunidade de conhecer pessoas que foram marcantes na formação de sambista. Desde cedo, conviveu com Argemiro, Monarco, Alberto Lonato, Jair do Cavaquinho, Casquinha, Tia Doca e Manacéia. E, a partir desse contato, deu-se o início a movimentos de valorização do bairro de Oswaldo Cruz, tais como o Acorda Oswaldo Cruz e a recriação do Pagode do Trem, realizado no dia 2 de dezembro, em comemoração ao Dia Nacional do Samba, sempre destacando a centralidade do bairro na história do samba.

A vida profissional de Marquinhos de Oswaldo Cruz iniciou-se nas mais famosas rodas de samba dos subúrbios cariocas: na casa da Tia Doca, de Argemiro da Portela; do Serrão, no Cacique de Ramos; e no Centro Cultural Lima Barreto.

Oswaldo Cruz é um bairro do subúrbio do Rio de Janeiro que está fora dos círculos freqüentados pelos chamados formadores de opinião e, por isso, a música de Marquinhos era desconhecida pelos meios de comunicação. Em 1997, com o movimento Samba de Raiz, o compositor organizou uma roda de samba sob os Arcos da Lapa, em que um público maior tomou conhecimento desse samba. Nessa roda, que participavam Ivan Milanez, Charles da Viola, Renatinho Partideiro e que teve a participação de Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Zé Ketti, Luiz Carlos da Vila, Moacir Luz, Cristina Buarque. Beth Carvalho, Dudu Nobre, entre outros, o talento de Marquinhos chamou atenção. Foi a partir desse movimento que a Lapa passou a ser reconhecida, novamente, como espaço de samba. Local que, anteriormente, só abrigava casas com shows de música latina e axé music, hoje é considerado uma das maiores referências da vida noturna carioca.

Com a realização do Pagode da Lapa, Marquinhos foi convidado para participar de encontros na zona sul do Rio de Janeiro: no restaurante Carne de Sol Mandrake, Sobrenatural e Hip-bip, Foi num desses encontros que Beth Carvalho ouviu pela primeira vez o samba Geografia Popular, gravado por ela no CD Pérolas do Pagode. A partir da gravação, Marquinhos cantou com Heth Carvalho nos shows de lançamento do disco no Teatro Rival e no Canecão (ambos no Rio) e no Tom Brasil, em São Paulo.

Em 1996, após cantar com Monarco no show Revendo o Opinião, Marquinhos realizou, no próprio Teatro, o show Luz de Verão, que teve a participação de Dudu Nobre, João de Aquino e Cristina Buarque. A partir daí Marquinhos passou a realizar shows com grandes nomes da música carioca, como Moacir Luz, Monarca, Luiz Carlos da Vila, Walter Alfaiate, João Nogueira, Cristina Buarque, Zeca Pagodinho, entre outros.

Marquinhos é ligado à Portela, escola com a qual estabeleceu relação ainda jovem. Hoje, é associado à Velha Guarda da escola com a qual participa dediversos shows pelo Rio.

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