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Correio Popular - Classificados - Pág. 01 - Escolha da profissão


Definir a profissão não é uma tarefa simples, e geralmente ocorre em uma fase da vida onde os jovens ainda não estão totalmente “maduros” para definir essa importante escolha. De acordo com Maria Ana Marabita, pós-graduada em Orientação e Informação Profissional, e orientadora educacional e profissional no Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, hoje, felizmente, o teste vocacional não é o único processo para a escolha de uma profissão. De acordo com Maria Ana, o processo de orientação vocacional é complexo, e requer considerações que envolvem características pessoais, aptidões, interesses, personalidade, ritmo de desenvolvimento, auto-estima e classe social. “São essas diferenças que levam nossos jovens a optar por diferentes caminhos profissionais”, explica a orientadora.

Fernanda Cristina Telles de Souza Castro, 17 anos recebeu orientação vocacional durante seis meses. Hoje, aos 21 anos, cursa a Faculdade de Publicidade e Propaganda na ESAMC, e já trabalha há dois anos em um departamento de marketing. Ela lembra que na época do vestibular estava confusa e dividida entre as áreas de Odontologia, Arquitetura, Jornalismo, Propaganda e Marketing. “Sou ansiosa por natureza, e estava com medo de prestar diversos vetibulares em áreas diferentes, e acabar cursando um deles só por ter sido aprovada”, relata.

Fernanda aconselha que os jovens procurem ajuda antes de optar por uma profissão, pois além da orientação vocacional, o processo contribuí para o auto-conhecimento. “Não me vejo fazendo outra coisa na vida”, diz satisfeita.

Segundo Maria Ana, as teorias vocacionais contribuíram muito para a compreensão dos fatores que interferem no processo de escolha, e assim passaram a nortear o trabalho de Orientação Vocacional. A Tipologia de Holland, o qual desenvolveu estudos específicos das relações entre personalidade e profissão, associados a ambientes de trabalho, e a teoria de Super que apresenta uma teoria do desenvolvimento vocacional baseada na auto-imagem, são alguns exemplos citados pela orientadora.

De acordo com Rita Morelli, orientadora vocacional e supervisora do Instituto de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo de Campinas (IPPGC), responsável pela orientação de cerca de 200 alunos/ano, a sociedade exige que a escolha de uma profissão seja feita entre os l7 e 19 anos, ou mais cedo ainda, dependendo da idade com que o aluno esteja terminando o ensino fundamental. “Nessa fase o jovem não possui maturidade suficiente, o que acaba gerando ansiedade, medo e insegurança”, conta.

Segundo Rita, apesar da maturidade ser algo pessoal, obtida a partir de fatores como estrutura familiar, quantidade de experiências vividas e personalidade de cada indivíduo, um dos melhores momentos para procurar a orientação vocacional é a partir do 2º ano do ensino médio. Para aliviar o estresse, a psicoterapeuta aconselha que sejam utilizados recursos como pesquisas e informações sobre diversas áreas, entrevistas com profissionais, troca de idéias com amigos e apoio familiar. O lazer também deve ser aplicado, pois ajuda o jovem a relaxar e a diminuir a tensão.

Para atender a população desprovida de recursos, a psicoterapeuta iniciou um trabalho de orientação abordando temas como profissões, vestibulares e dúvidas em geral. O atendimento é gratuito, mediante agendamento, e ocorre às quartas-feiras na Clínica Crescente Psicoterapia e Estudo. O interessado paga apenas uma taxa simbólica.

A psicoterapeuta Alba Benito, atua há 24 anos com orientação vocacional dentro de uma abordagem psicodinâmica, com atendimentos em grupo ou individuais, modalidade de trabalho focada no auto-conhecimento e na busca de informações sobre as profissões.

De acordo com Alba, é mais comum o jovem procurar ajuda quando está prestes a escolher uma profissão de nível superior. Para a psicóloga, seria importante que as escolas desenvolvessem projetos que colocassem mais -perto de seus alunos, os elementos necessários para que eles pensassem nas escolhas mais cedo, ao longo de sua vida escolar. “Isso favoreceria aqueles que visam um curso técnico, e que dificilmente chegam ao consultório”, diz Alba.

Segundo Maria Ana, os jovens precisam fazer a escolha da profissão, em um momento da vida em que ainda não pensam em um projeto de vida para o futuro. A orientadora educacional conta que, ao mesmo tempo em que os jovens precisam demonstrar uma autonomia de escolha, muitas vezes, não foram despertados para ela. Quando se utiliza o termo errar a escolha, é preciso atentar para o fato de que escolher requer muitas vezes abrir mão de sonhos, ou de lutar para que os sonhos se realizem. “Escolher pressupõe ter as informações e a segurança necessárias para a opção. Como determinar esse tempo no indivíduo é o grande desafio”, diz.

De acordo com Rita Morelli, que orienta jovens há mais de vinte anos, os jovens que se conhecem melhos sabem escolher com mais facilidade. Muitas vezes é necessário um trabalho de base, anterior ao trabalho da escolha profissional. Nesses casos é importante o envolvimento da família. “Os pais, mais que todos, querem ajudar e a melhor forma é controlar a ansiedade, podendo assim dar o suporte necessário ao jovem”, diz Rita. “Nesse momento, os pais precisam estar dispostos a ouvir trocar idéias e apoiar o filho”, completa.

Segundo Maria Ana, por mais dificil que seja, os pais precisam perceber que agora é a vez dos filhos escolherem seu curso, e sua futura profissão. Isso não impede o diálogo constante, em que os pais estarão interagindo com as idéias e sentimentos dos filhos. “É importante que os pais não direcionem a escolha dos filhos, por mais indecisos que lhes pareçam”, adverte a orientadora.

Conforme Alba Benito, os pais costumam ter muitas dúvidas sobre como ajudar seus filhos. Imaginam, por exemplo, que deveriam se manter afastados para não influenciar a escolha, entretanto, essa atitude pode fazer com que o jovem se sinta muito solitário para elaborar seus planos. Por outro lado, segundo Alba, não convém pressionar ou perguntar demais aos filhos.

De acordo com Alba, algumas vezes, os pais sentem que conhecem tão bem seu filho, suas habilidades e seus limites, que se julgam em condições de saber o que seria melhor para ele. Este é um engano comum.

Os pais, segundo a psicóloga, encontram dificuldade em se livrarem dos preconceitos ou idéias distorcidas sobre as profissões, quando um filho vem pedir uma opinião ou informação. “O que sugiro é que os pais procurem se informar junto com o filho, conhecendo melhor aquilo que ainda está pouco conhecido”, finaliza.

Para auxiliar na escolha da profissão, a psicóloga Alba, juntamente com outra profissional, está elaborando um site (www.escolhendo.com.br) com diversas informações sobre o assunto. O site estará no ar a partir do final do ano, provavelmente no início do mês de dezembro.

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