Campinas/SP - Quarta, 6 de julho de 2022 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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Revista Pack - Pág. 18 e 19 - Um mercado em constante evolução


Além do setor de embalagens, os adesivos e selantes participam da cadeia de produção de outros diversos segmentos industriais, como papéis, construção civil, transportes, madeireiro e moveleiro, calçados e couros. Trata-se de um negócio vigoroso que só tem a crescer no Brasil e no front externo. Prova da importância deste mercado em âmbito mundial, somente no ano passado, a indústria de adesivos e selantes movimentou 25,7 bilhões de dólares. Este valor representa 20,3 bilhões de libras ou ainda 9,2 milhões de toneladas por metro, segundo dados do Instituto de Pesquisa lhe Adhesive and Sealant Council mc. Nesta escalada rumo à consolidação do segmento, destacam-se os selantes que têm hoje participação de 10% e vêm registrando desempenho notadamente superior quando comparados ao mercado total.

Os números também mostram o potencial do Brasil que contabilizou em 2002, 303 milhões de dólares, ou seja, 62% do total da demanda na América Latina (com exceção do México), dona de uma fatia de 1,9% do mercado global de adesivos e selantes (488 milhões de dólares).

Mas o domínio neste setor ainda é da América do Norte, que tem participação de 34,5%, sendo os Estados Unidos responsáveis por 91,4% da demanda; Canadá, 5,5%, e México, 3,1%; a Europa Ocidental, 28,3%; Asia, 15,7%; e Japão, 10%.

Já os resultados sobre a participação dos segmentos de mercado revelam que a área de papéis e embalagens se configura como um importante filão para os fabricantes de adesivos, respondendo por quase 50% da demanda mundial, com crescimento de 3,2% no período de 2000 a 2002, afirmou o gerente geral da Alba Química, Milton Barreto, durante a rodada de adesivos industriais promovida pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), em setembro, no Hotel Sofitel, em São Paulo.

O crescimento do setor de adesivos é bastante impulsionado pela indústria de embalagem. Papéis e embalagens, na América Latina, responderam por 39,7%, enquanto nos Estados Unidos, pontuaram 57.6% e na Europa Ocidental, 57,7%.

Adesivos sem solvente: a tendência da vez

Barreto salienta que os adesivos sem solvente estão conquistando cada dia mais participação no mercado, especialmente nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, confirmando a tendência mundial de preservação do meio ambiente. “Há 20 anos, quando estive nos Estados Unidos, em um laboratório de pesquisa, eles já previam o emprego de adesivos àbase de água e o uso de adesivos hot melt”, conta.

A mesma opinião tem o gerente técnico da H.B. Fuller América Latina, João de Araújo Júnior, acrescentando que a transição do adesivo solvente para o adesivo à base de água tem -ocorrido em ritmo acelerado. “Nos últimos dez anos, a Europa e os Estados Unidos já vêm utilizando o adesivo aquoso. Na América Latina, este evento só se deu há aproximadamente cinco anos”, afirma.

Segundo Araújo Júnior, uma valiosa mudança é visualizada no setor de embalagem e promove o negócio de adesivos à base de água para laminação de filmes em embalagens flexiveis. E o caso da transição da embalagem de papel-cartão para os flexíveis em alguns produtos como as gelatinas e os cremes dentais. Na carona desta movimentação, o mercado de adesivos se prepara para crescer alicerçado em suas imprescindíveis vantagens como maior praticidade. segurança e versatilidade na aplicação. ‘Para os clientes finais, esta tecnologia garante a ausência de retenção de solvente e liberação de outras substâncias tóxicas, proporcionando maior segurança à embalagem e ao meio ambiente”, explica.

Este cenário de inovação já existe nos Estados Unidos, onde os adesivos em dispersão e emulsões representam 45,8%; e os hot melt, que também são classificados como adesivos sem solvente, registraram desempenho positivo, com a capitalização de 19,5% do mercado total.

Os adesivos em dispersão e emulsões também apresentam índice alto, de 52,9%, na Europa Ocidental. Já na América Latina, estes produtos ainda revelam uma participação modesta de apenas 23,9%, e os adesivos hot melt são donos de uma fatia de 108%.

O avanço nesta região só não é mais abrangente porque os adesivos à base de solvente ainda são fortes, representando 37,1%.

Laminação de flexíveis no setor de alimentos

Na área de embalagens flexíveis para alimentos, os novos desenvolvimentos são realizados com base na redução de solventes orgânicos pelo uso de sistemas 100% sem solventes. A tecnologia evita a contaminação por solventes, não produz águas residuais nem exige o gasto com energia em túnel de secagem e otimiza o espaço para armazenagem e da quantidade de adesivo a ser transportada aos clientes. De acordo com o assessor técnico da Henkel. Carlos Motta, os materiais para a produção de adesivos apresentam cada vez menos monômeros e/ ou substâncias que possam oferecer algum tipo de risco de contaminação do alimento, “Se os adesivos não estiverem totalmente curados, as aminas aromáticas, que são substâncias cancerígenas, podem migrar para o alimento”, alerta. Entre os fatores que influenciam o tempo de cura de um adesivo poliuretânico até que o laminado esteja seguro para contato direto com o alimento estão: quantidade de isocianato monomêrico do adesivo, o mecanismo de cura, a quantidade aplicada e a proporção de mistura. “Os adesivos poliuretànicos baseados em isocianatos aromáticos estão entre os mais utilizados no mercado atualmente. Proporcionam cura rápida àtemperatura ambiente e cobrem larga gama de campos de aplicação”, afirma Motta.

Expandindo o mercado de adesivos

Nos últimos anos, o mercado brasileiro de adesivos industriais evoluiu muito tecnologicamente. Segundo o gerente comercial de adesivos da Coim Brasil, Edson Quevedo, boa parte das embalagens utilizadas por grandes fabricantes de alimentos, antes importadas, hoje já são produzidas no Brasil. ‘Isso nos deixa muito otimistas, pois permite prever num médio prazo o crescimento do mercado de adesivos para fabricação de embalagens flexíveis laminadas”, afirma.

A busca por tecnologia que alie melhor performance e redução do custo de adesivo aplicado é continua. Por isso, tem crescido muito o mercado dos adesivos solventless, que progrediu bastante tanto em processos como em equipamentos. ‘Outros sistemas também estão sendo empregados, embora em menor escala, como base água e E.B. ates, entretanto, ainda precisam de tempo e disposição para o aperfeiçoamento’, acredita.

As conquistas mais importantes nesta área estão relacionadas às novas formulações de adesivos. Elas surgiram em função de parcerias entre fabricantes de filmes e tintas, além do estudo prático dos processos de laminação, o que permitiu a otimização e as melhorias de processo”, destaca Quevedo. Um exemplo de que o setor está investindo nisso são os adesivos àbase solvente de alto solvente release, e os adesivos de alta compatibilidade com agente deslizante. ‘Também desenvolvemos os adesivos solventless, com potlife maior e baixa viscosidade que proporcionam melhor umictabilidade dos substratos”, afirma.
As perspectivas para 2004 são otimistas, de acordo com Quevedo. pois a empresa está se preparando para inaugurar uma nova unidade fabril exclusiva para a área de adesivos, em Vinhedo (SP). Essa fábrica vai duplicar a capacidade produtiva e ampliar a linha de produtos para o segmento de embalagens flexíveis. além de contribuir para a nacionalização da produção e capacidade de produção para abastecer toda a América Latina, Hoje a Coirn Brasil mantém, em Vinhedo, um complexo industrial com capacidade de 30 mil toneladas/ano, com quatro linhas de produtos para mais de 25 diferentes aplicações”, revela Quevedo. Além disso, a empresa vai fortalecer o serviço de assistência técnica com a disponibilização de um centro de tecnologia munido de equipamentos de última geração para a realização de testes que auxiliam os clientes no desenvolvimento e melhoramento dos processos, e adequação de novos produtos. “Essa solução tem sido adotada por várias indústrias por agregar mais tecnologia, custos mais baixos e agilidade ao processo de desenvolvimento de novas aplicações”, conclui.

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