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CLIPPING: LINDSAY AMÉRICA DO SUL LTDA.

Gazeta Mercantil SP - Pág. B16 - Lindsay de volta ao mercado de pivôs centrais


Lindsay América do Sul, subsidiária brasileira da Lindsay Manufacturing Co., com sede em Nebraska, Estados Unidos, inaugura hoje em Mogi-Mirim, interior de SAn Paulo, uma nova unidade para produção de pivôs centrais destinado ao mercado brasileiro e sulamericano. O investimento de R$ 2 milhões, bancários pela própria organização - cujo faturamento do ano passado alcançou USS 173 milhões - pretende elevar a capacidade de produção para 400 pivôs/ano em 2005.

Os recursos também financiaram a transferência da unidade de Piedade, município da região de Sorocaba, para Mogi Mirim, perto de Campina A nova planta é o primeiro passo do grupo na tentativa de recuperar a liderança do mercado brasileiro, de pivôs.

Tecnologia

Presente no mercado brasileiro desde 1981, quando liceociou a tecnologia para a brasileira Carborundum, a empresa dividia indiretamente junto com a Valmont o mercado de pivôs no Pais. A tecnologia Valmont foi embarcada nos pivôs produzidos pela AsBrasil. Juntas as duas empresas detinham até meados da década passada 85% do mercado brasileiro. Hoje, a liderança do mercado está nas mãos da Valtnont, seguida pela Fockink.

A Lindsay perdeu participação entre 1995 e 1996 quando o grupo francês Saint-Gobain assumiu o contrato da Carborundum Brasil. O grupo repassou o negócio de pivôs centrais para uma representante de São Paulo, chamada Hidropower, que assumiu, como apoio da Lindsay, o maquinário usado pela Carborundum. Com uma unidade em Piedade, o negócio não prosperou.

Em 2002, a Lindsay decidiu assumir o negócio. Arrematou os ativos e iniciou investimentos para transferência da fábrica e automação do processo produtivo. “A mudança da planta era urna necessidade identificada na nova estratégia. Em Mogi Mirim, a fábrica está mais próxima dos clientes”, diz Eugenio Brunheroto, diretor-geral da subsidiária sul-americana.

Para este ano, a meta é comercializar pelo menos 200 pivôs, o que daria uma participação superior a 20% do mercado, estimado em 900 unidades por ano. A América do Sul pode elevar este mercado para a Lindsay, principalmente com a recuperação do mercado argentino. “A Argentina já foi um mercado de 600 unidades por ano, hoje é 10% disso, mas já indica uma retomada. A previsão é que os agricultores argentinos comprem mais de 50 unidades este ano”, afirma Brunheroto.

Em toda a América do Sul, o volume total não deve ultrapassar as 100 unidades. No Brasil, o mercado está aquecido principalmente em razão do bom desempenho dos produtos agrícolas. Esta situação anima o grupo, com fábricas ainda na França, África do Sul, Austrália e em breve na China, a trazer para o mercado brasileiro outras tecnologias embarcadas nos pivôs como painéis de controle ou gerenciamento à distância.

Mais financiamentos

Duas linhas de financiamento têm assegurado recursos para a aquisição dos pivôs pelos produtores, O Finame agrícola e o Moderinfra, programa de incentivo a irrigação e armazenagem. Ambos são do BNDES. No ano passado, quando a Lindsay montou 150 pivôs, 75% das compras foram viabilizadas por estas linhas de financiamento. Cada equipamento custa entre R$ 206 mil e R$ 300 mil, um valor alto para vendas à vista. A dificuldade dos fabricantes, tema já discutido na Abimaq, é o tempo para o recebimento dos recursos, cerca de dois meses depois da entrega do equipamento. “Para empresas menores este ê um tempo muito longo. Apenas grandes fabricantes conseguem ter capital de giro para bancar a operação por dois meses”, afirma o diretor-geral. Uma dificuldade adicional é a crescente preocupação dos governos federal, estaduais e municipais em relação à gestão dos recursos hídricos.

Os pivôs centrais irrigam hoje uma área de 600 mil hectares no Brasil, com cerca de 8,5 mil equipamentos instalados. O sistema é considerado o principal vilão entre os equipamentos de irrigação, o que elevou a participação de mercado dos modelos de irrigação por gotejamento, Segundo Brunheroto, o setor está atento à pressão dos organismos de gestão de recursos hídricos para redução do consumo de água. Isso leva empresas a investir em tecnologia para melhorar a eficiência da aspersão.

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