Campinas/SP - Segunda, 16 de março de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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Rua Alberto Belintani, 41
Whatsapp: (19) 98783-5187
CEP: 13087-680
Campinas-SP

 

LUZ E BRILHO NO TONICO´S  


Reduto da boa música brasileira em Campinas, o Tonico´s Boteco tornou-se uma referência cultural no centro da cidade por receber artistas e intelectuais para apresentações, lançamentos e outras reuniões descontraídas. O nome é uma homenagem ao maestro e compositor Antonio Carlos Gomes, cujo apelido era Tonico. O casarão centenário onde está instalado o boteco foi preservado com toda estrutura arquitetônica original, e está localizado em frente a praça Antônio Pompeu, marco zero de Campinas, cercado de referências históricas e culturais. É um ponto de encontro diferenciado na noite campineira: um espaço boêmio onde a informalidade, a sofisticação e o ambiente agradável convivem em harmonia. Na decoração, painéis fotográficos da cidade antiga e posters de obras do maestro. No cardápio, pratos variados que vão desde os acepipes, petiscos e sanduíches especiais até pratos a La Carte. Na parte de bebidas, diferenciais como pingas aromáticas, o stanheguer W Double (exclusividade na cidade) e aperitivos exclusivos, além do chopp e cerveja sempre muito gelados. A casa é do empresário Paulo Henrique de Oliveira, não cobra consumação mínima, aceita todos os cartões de créditos e mantém convênio com os estacionamentos do Carmo e Simopark. Rua Barão de Jaguará - 1373, no Centro, em Campinas / SP. Reservas de mesa e informações pelo fone: (19) 3236 1664.


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A casa estava lotada com público estimado em mais de 200 pessoas. Não podia ser diferente, ninguém menos que Guilherme de Brito soltou a branda voz de sambista carioca da velha guarda. O acompanhamento do Quarteto de Cordas Vocais foi sustento suficiente.
A seqüência escolhida foi unanimemente considerada de alto nível, desenvolvida assim:
Pranto de Poeta; A flor e o espinho; Choro do adeus; Erva daninha; Consciência; Degraus da vida; Quando eu me chamar saudade; Se você me ouvisse; Pomba da paz; A canoa virou; Cinza; Tatuagem e, claro, Folhas secas.

Ao final, por volta de meia noite, os 80 anos de samba tomou lugar à mesa para outra empreitada característica dos grandes ídolos. A sessão de autógrafos sobre o CD Samba Guardado - a base do show – e abraços, beijos e fotos. Mas sem tietagem que é coisa de tempos mais modernos. Quem se achegou o fez buscando mais que uma simples e trêmula assinatura. Foi o caso do jornalista e música de Campinas, Zeza Amaral, um amante da noite com boa música que cedeu a aba da camisa para a mensagem e assinatura de Guilherme de Brito. Depois, feliz como quem saboreia o primeiro beijo, alardeou o compromisso de guarda para sempre aquela peça do seu vestuário, não pelo autógrafo do mestre, mas por conter, a partir de então, um pedaço da história da música brasileira.

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Samba, prosa, macarrão e farofa

Guilherme de Brito chegou em Campinas pela manhã, ficou por pouco tempo no hotel e foi para o Tonico’s. O mestre entrou calado no Boteco. Com passos lentos, seguidos pelos de Dona Nena – sua companheira há 57 anos – saudou alguns súditos e sentou-se à mesa. Os olhos claros do poeta não demoraram para passear pelos detalhe do antigo casarão. Não escondeu sua admiração.

Pediu uma dose de conhaque e almoçou um belo prato de spaguetti à italiana – com farofa à carioca, sua exigência. Aos poucos foi quebrando o silêncio. Falou sobre samba, e, carinhosamente, sobre Conservatória – a capital nacional da seresta onde tem até museu em sua homenagem. “Lá é uma coisa linda. Todo mundo toca mal mas sai tocando, e deixa seu recado.” Contou que há 20 anos só fica no (exclusivo) quarto 305 no hotel mais antigo da cidade.

Com a garganta aquecida pela segunda dose de conhaque, continuou, contando as dificuldades da juventude pobre quando um amigo pagou o vestido de D. Nena em seu casamento religioso. Orgulhoso, lembrou o início dos bons tempos. Da primeira vez que gravou suas composições em 78 rotações. D. Nena, sempre ao lado do marido, sorriu o tempo todo, aprovando: “O Guilherme foi um lutador”.

O sambista bom de prosa só parou para ensaiar. Os músicos que o acompanharam – muito mais como fãs – embalaram a voz suave do ídolo. Entre os versos de “Pranto do Poeta” e “Flor e Espinho” deu os últimos goles na terceira dose de conhaque.










 

 
 
   
   
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