Campinas/SP - Domingo, 29 de março de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
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CONTAMINAÇÃO NO MANSÕES, EM CAMPINAS, CONTINUA GRAVE  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Prefeito, (a dir.) recebe o relatório com mais de mil páginas


O estudo técnico sobre a contaminação no bairro Mansões Santo Antônio, em Campinas, apontou que ainda há risco pela presença de contaminantes na área, principalmente na região onde estão localizados o Condomínio Parque Primavera e Marina. O prefeito Jonas Donizete encaminhou o estudo para validação pela Cetesb, criou um grupo de trabalho técnico para avaliar as medidas cabíveis na área contaminada e anunciou o envio à Câmara de um decreto criando o Fundif - um Fundo Municipal que deverá alocar recursos destinados, entre outras coisas, a reparar danos ambientais. Moradores e empresários da região compareceram ao evento e saíram satisfeitos pelo assunto estar caminhando, mas preocupados com o que ainda está por vir.

O Secretario do Verde, Rogério Menezes, disse que uma das primeiras providências a serem tomadas será a reativação do sistema de extração de vapores embaixo da Torre A do Condomínio Parque Primavera, que apesar de interditado é ocupado por 52 famílias. A medida, segundo ele, visa assegurar a saúde dos moradores do Bloco A, principalmente os que residem no piso térreo, onde há risco potencial de inalação de vapores devido à concentração de Benzeno, Cloreto de Vinila, Clorofórmio e Tricloroeteno detectadas nas amostras de solo e àguas subterrâneas. Segundo o Eng. Ambiental Rafael Campos, um dos responsáveis pelo diagnóstico da Aecom, “os riscos aos moradores estão associados à exposição prolongada aos gases, tipo mais de 50 anos com exposição por 24 h/dia”, afirmou

Para esse trabalho - estimado em R$ 200 mil para implantação e R$ 35 mil de manutenção mensal - serão utilizados recursos do mesmo TAC que financiou o estudo de contaminação. “Temos um saldo que nos permitirá dar esse passo inicial e fazer a manutenção por cerca de seis meses, depois discutiremos como fazer, provavelmente buscaremos compensações financeiras deste Fundo que está sendo criado”, explicou Menezes. Ele espera que o sistema recomece a funcionar dentro de seis meses. A Aecom sugeriu a complementação dos estudos em alguns pontos específicos, para complementar o diagnóstico. O presidente da Concima, Fábio Ribeiro, assistiu a apresentação calado.

Quanto à revisão do decreto que proíbe construções em área de aproximadamente 90 mil m2 no entorno da área contaminada ou a liberação dos blocos B e C do Parque Primavera, o prefeito afirmou que “o grupo de trabalho irá debater essas questões de maneira mais detalhada”. Mas os encaminhamentos mais efetivos dependerão do posicionamento da Cetesb, responsável pela validação do estudo técnico realizado pela AECOM. Nenhum técnico da Agência Ambiental compareceu ao evento de divulgação do relatório, que pode ser conhecido com mais detalhes no link do Portal da Prefeitura, onde está disponibilizado um resumo de cerca de 200 páginas com detalhes do relatório no site da prefeitura:

Entre as principais recomendações da equipe técnica que realizou o diagnóstico, estão:

Medidas de Controle Institucional
Com base nos resultados apresentados e em análise aos Art. 2º, 4º e 5º do Decreto 14.091 de 26 de Setembro de 2002 (Restrição de Uso e Ocupação), recomenda-se a definição de uma área de restrição, considerando 02 cenários: 1) uso da água subterrânea do aquífero local e 2) construção de novas edificações que caracterizem ambientes fechados. O Decreto, ainda em vigor, prevê um único cenário conforme mostra a figura de baixo e não permitia nenhum tipo de movimentação de terra na área demarcada pela linha pontilhada. Se o relatório tiver aprovação da Cetesb e do DAEE isto poderá ser feito nas área de marcadas em amarelo na figura de cima e também deverá levar a prefeitura a conceder ´habite-se´ aos proprietário dos blocos ´B´ e ´C´ do Condomínio Parque Primavera hoje interditados.

A restrição ao uso da água subterrânea é recomendada em função dos potenciais riscos para as vias de contato dermal e ingestão, identificados no estudo de avaliação de riscos à saúde humana. A área de restrição foi determinada a partir das plumas de fase dissolvida em água subterrânea, visando extinguir os potencias riscos aos receptores locais, relacionados a estas vias de exposição. Desta forma, a área de restrição ao uso da água subterrânea foi determinada a partir do perímetro entre as ruas Jasmim, Adelino Martins, José Augusto Silva, João Preda e Lauro Vannucci, até o córrego das Cobras. Nesta área não são necessárias restrições ao uso e ocupação do solo, desde que não exista o contato e a utilização da água subterrânea. Sendo assim, para esta área só fica restrita a utilização de águas que possuam ligação com o aquífero local, tais como fontes, poços, rios, córregos ou nascentes.

Sobre a Construção de Novas Edificações com Ambientes Fechados, com a finalidade de prevenir os potenciais riscos de inalação de vapores, recomenda-se a restrição da construção de novas edificações que caracterizem ambientes fechados na área que compreende o perímetro entre o lote 04, a Rua José Augusto Silva, Rua Hermantino Coelho e o córrego. Nesta área poderão ser permitidas outras obras ou atividades, que não caracterizem ambientes fechados, bem como não utilizem ou tenham contato com a água subterrânea, tais como: movimentação de terra, construção de cercas / muros / muros de arrimo, demolições totais ou parciais, reformas, pavimentação de piso e etc.

Medida Emergencial: Implantação e Operação do Sistema de Extração de Vapores
Em função da existência de riscos de inalação de vapores em ambientes fechados e abertos para os receptores do conjunto residencial Parque Primavera, recomenda-se, em caráter emergencial, a imediata implantação e operação do sistema de extração de vapores, que foi parcialmente instalado sob o Bloco A, visando proteger os moradores da área, visto que o local permanece habitado.



Remoção de Resíduos de Perfuração
Durante as atividades de campo, embora não contemplado no escopo de trabalho, foi observado que a área de estocagem dos resíduos de perfuração (lama) dos drenos horizontais do antigo projeto do Sistema de Extração de Vapores do bloco A, ainda encontram-se armazenados em caixas d’águas inseridas em cavas no lote 04. Visto que a área encontra-se em mal estado de conservação, desabitada (sem manutenção), sem sistema de contenção e exposta ao intemperismo, recomenda-se a remoção e destinação final deste material, incluindo a coleta e análise química de amostras de solo de fundo de cava.

PRESENÇA DISCRETA
A reunião que marcou a entrega do relatório produzido pela Aecom sobre a contaminação no bairro teve uma presença que passou despercebida de muitos. Sentado ao fundo do salão e muito concentrado Fábio Ribeiro teria entrado mudo e saído calado se não fosse a insistência da reportagem do Jornal ALTO TAQUARAL. "Vim e queria sair como mero expectador. Não queria falar mas vou dar minha opinião em respeito ao veículo. Continuo afirmando que imputaram culpa á Concima injustamente pois fizemos tudo certo desde o início. Nenhum um único procedimento nosso foi contestado por órgão algum da prefeitura e mesmo da Cetesb. Mas foi um episódio de contaminação em Mauá que levou a Cetesb a mudar de postura em relação à Concima. Fiquei contente com o que vi aqui hoje e parabenizo a prefeitura em querer buscar uma solução. A Aecom, responsável pelo estudo que resultou no relatório entregue hoje, é muito séria e fez um belo trabalho. Gostaria muito de ver o problema resolvido em definiditivo. Sei que ainda vai levar algum tempo mas tenho certeza que a solução virá. Continuo convicto da inocência da Concima no processo. Não contaminamos terreno nenhum e nem interditamos prédio aLgum. Construimos e entregamos as tres torres e só não completamos o projeto todo porque fomos impedidos".
 


Outras fotos :


Secretário do Verde explica o relatório a moradores do bairro


Dono da Construtora marcou discreta presença

 
 
   
   
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