| UNICAMP DISCUTE A HIDROSSOLIDARIEDADE
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A solução para o problema é complexa e exige, além de investimentos, o compromisso de autoridades, empresariado, universidades, instituições e população. A constatação permeou as falas dos participantes do Workshop Internacional em Resoluções de Conflitos e Escassez Hídrica no Estado de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (15). O evento, promovido pelo Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, reuniu no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) especialistas do Brasil e do exterior para tratar da temática.
De acordo com o diretor da FEC, professor Paulo Sergio Franco Barbosa, uma das lições tiradas da atual crise hídrica é que os gestores públicos e a sociedade não estavam preparados para lidar com a escassez. A carência de água, lembrou o docente, gera conflitos e impacta negativamente as áreas social, econômica e ambiental. “Nessas ocasiões, é necessário buscar o entendimento. Não basta aplicarmos técnicas de engenharia para solucionar o problema. Também é preciso estabelecer uma espécie de pacto social em busca do que é classificado de hidrossolidariedade. É nesse sentido que este workshop está sendo realizado. Queremos colocar a Universidade a serviço da sociedade na busca de soluções”, afirmou.
O professor Antonio Carlos Zuffo, um dos organizadores do evento, lembrou que toda a atividade humana faz uso da água. Segundo ele, os gestores públicos deveriam estar mais preocupados com a atual situação. “A falta de água pode comprometer, por exemplo, a produção industrial. A consequência desse comprometimento pode ser o aumento do desemprego e, como resultado dele, o agravamento dos problemas sociais e da violência. Além disso, a falta d’água pode afetar o funcionamento de instituições que concentram grande número de pessoas, como escolas e hospitais, bem como piorar as condições sanitárias e, consequentemente, de saúde da população. Temos que trabalhar para evitar esse cenário”, advertiu.
O uso do volume morto do Sistema Cantareira somado à continuidade da estiagem, acrescentou Zuffo, pode exigir pelo menos uma década para a recuperação dos reservatórios paulistas. “O que se apresenta no nosso horizonte é um longo período durante o qual deveremos manter nossas torneiras fechadas. Este workshop pretende colaborar para a busca de soluções para esses problemas, ainda que elas não sejam definitivas”. Mais enfático, o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz, afirmou que houve uma grande omissão por parte de várias instituições quanto ao risco da escassez de água. “Nós vínhamos alertando para o problema desde 2013. A exceção fica por conta da Unicamp e do Ministério Público, que têm prestado uma inestimável contribuição para a busca de soluções”, disse.
Lahóz considerou que é possível superar as dificuldades impostas pela escassez. O Consórcio PCJ, informou, dispõe de pelo menos 39 projetos prontos para serem executados. “O que está faltando no momento são recursos que possam viabilizá-los. Está na hora de se colocar a mão no bolso. O que está em jogo é a manutenção da economia de São Paulo, Estado que responde por uma fatia significativa do PIB do país. Se São Paulo parar, o Brasil irá à falência”.
A promotora de Justiça Alexandra Facciolli Martins, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) - Núcleo Piracicaba, considerou que a crise hídrica é consequência de diversos fatores, entre eles equívocos históricos cometidos nas áreas de planejamento e gestão. “A situação é grave e não podemos subdimensionar os riscos. O Ministério Público, como defensor dos interesses coletivos, vai continuar agindo no sentido de garantir os direitos da sociedade. A gestão dos recursos hídricos não pode prescindir da participação social”, pontuou.
Texto: Manuel Alves Filho, da Unicamp
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