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Rua Alberto Belintani, 41
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Campinas-SP

 

BAILE NO TONICO´S COM MONARCO DA PORTELA  


Reduto da boa música brasileira em Campinas, o Tonico´s Boteco tornou-se uma referência cultural no centro da cidade por receber artistas e intelectuais para apresentações, lançamentos e outras reuniões descontraídas. O nome é uma homenagem ao maestro e compositor Antonio Carlos Gomes, cujo apelido era Tonico. O casarão centenário onde está instalado o boteco foi preservado com toda estrutura arquitetônica original, e está localizado em frente a praça Antônio Pompeu, marco zero de Campinas, cercado de referências históricas e culturais. É um ponto de encontro diferenciado na noite campineira: um espaço boêmio onde a informalidade, a sofisticação e o ambiente agradável convivem em harmonia. Na decoração, painéis fotográficos da cidade antiga e posters de obras do maestro. No cardápio, pratos variados que vão desde os acepipes, petiscos e sanduíches especiais até pratos a La Carte. Na parte de bebidas, diferenciais como pingas aromáticas, o stanheguer W Double (exclusividade na cidade) e aperitivos exclusivos, além do chopp e cerveja sempre muito gelados. A casa é do empresário Paulo Henrique de Oliveira, não cobra consumação mínima, aceita todos os cartões de créditos e mantém convênio com os estacionamentos do Carmo e Simopark. Rua Barão de Jaguará - 1373, no Centro, em Campinas / SP. Reservas de mesa e informações pelo fone: (19) 3236 1664.


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Monarco da Portela transformou show em um alegre baile de carnaval


texto:Timóteo Camargo
foto:Gilberto Gonçalves
Comunicativa ACJ

Campinas/SP, 04/10/2002

Monarco da Portela, o quinto convidado do projeto “Mestres do Samba no Boteco”, encantou o Tonico’s, dias 2 e 3 de outubro. Apesar da casa lotada nas duas apresentações, foi na segunda que o público caiu literalmente no samba. O brilho da música do mestre contagiou sóbrios e ébrios, transformando o salão do bar, a cada música em um alegre baile de carnaval.

Antes do show, apesar da indumentária distinta e da discrição com que o sambista cruzou o Boteco para chegar mais próximo do palco onde se apresentaria alguns minutos depois, não conseguiu passar despercebido. O público reverente, aplaudindo de pé, congestionou o caminho, e tirou a atenção dos músicos, súditos, que humildemente faziam o prelúdio do espetáculo.

Ao som de Majestade do Samba, Monarco se levantou da mesa, como que convidado pelos versos (“Corri prá ver, prá ver quem era... chegando lá era a Portela”), entoados pela platéia. Como numa boa roda de samba de terreiro, o mestre cantou o que a inspiração mandava. Não foram poucas as vezes que os músicos do Quarteto de Cordas Vocais, que o acompanhavam, apesar da virtuose, tinham que se esforçar para seguir a melodia puxada pela voz dolente do sambista.


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Entre uma música e outra, Monarco contou histórias da vida, da Portela, do samba e da inspiração dos versos, seus e de colegas, que interpretou na noite. Criticou em tom pungente, a perda da identidade e da criatividade por parte do samba do morro. Lamentou a comercialização indiscriminada da linguagem e a intelectualização do estilo nas quadras das escolas de samba no Rio de Janeiro.

Sem perder a majestade e a alegria contagiante cantou clássicos como “Coração em Desalinho”, dele próprio, “A Flor e o Espinho” de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito e “Pierrot Apaixonado” de Noel Rosa. A apoteose seria durante “Vai Vadiar”, quando todos cantaram e dançaram, não fosse a reação inusitada do até então comportado público, quando o mestre cantou a marcha-rancho “Máscara Negra” de Zé Kéti. Enquanto uma dúzia de foliões ensaiava um “trenzinho” pelo salão, o restante da casa dançava sem constrangimentos. Aos poucos os dois grupos se equilibraram, até a turma do trenzinho dominou o “baile”.

Sem demonstrar cansaço, natural a um senhor de 68 anos, o Monarco da Portela se despediu cantando “Até Amanhã” de Noel Rosa (“Até amanhã, se Deus quiser, se não chover, eu volto pra te ver”), já deixando com saudades os foliões no baile do Tonico’s.

 

 
 
   
   
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