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BUTANTAN: FÁBRICA DE SORO PODE AUMENTAR PRODUÇÃO EM 75%  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


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Dando continuidade aos esforços de atualização de seu parque industrial e de melhorias em sua infraestrutura, o Instituto Butantan finalizou as obras de modernização e ampliação da fábrica de soros e de sua área de estoques, além da conclusão de um novo edifício que abrigará o Laboratório de Artrópodes, onde são criados e mantidos as aranhas e escorpiões cujos venenos dão origem a alguns dos soros produzidos pelo Instituto.

Do total investido, cerca de R$ 21 milhões foram destinados à reforma da planta de soros, que poderá aumentar em até 75% a sua capacidade produtiva, chegando a 700 mil ampolas por ano. O Butantan produz 13 diferentes tipos de soros para tratamentos em caso de acidentes com animais peçonhentos como serpentes, aranhas, escorpiões e lagartas, além de raiva em humanos, botulismo, difteria e tétano.

A unidade fabril de soros passa por uma etapa de qualificação de equipamentos (estudos que comprovam se os equipamentos operam de acordo com as especificações e requisitos de qualidade) e instalação de mobiliário e, então, será submetida à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a obtenção dos certificados necessários à sua operação. A estimativa é de que a planta entre em funcionamento em fevereiro de 2016.

As adequações na planta foram necessárias devido à definição de novos padrões de produção exigidos pela Anvisa para a fabricação de qualquer tipo de medicamento no Brasil, sem os quais não é mais possível a produção e venda dos produtos para o Ministério da Saúde.

“Como fruto de um trabalho disciplinado e muito intenso, o Instituto Butantan é um dos poucos produtores públicos que vem conseguindo adequar seu parque industrial às exigências produtivas que vão surgindo ao longo do tempo e implicam em pesados investimentos. Nos últimos quatro anos, dos cerca de R$ 300 milhões aplicados, R$ 250 milhões foram direcionados para obras e reformas, a maioria em nosso setor industrial. Não à toa, o Instituto Butantan foi o primeiro produtor público a obter o Certificado de Boas Práticas de Fabricação para uma linha completa de imunobiológicos, na planta da vacina influenza”, conta o diretor do Instituto, Jorge Kalil.

Entre as principais características da obra na planta de soros, que teve duração de um ano, está o alto nível de automação da unidade industrial, especialmente no processo de fracionamento de plasma, 100% automatizado. Cerca de 28 novos equipamentos foram adquiridos e dois tanques de processamento de 1.200 litros foram reformados. O sistema de tratamento de ar foi substituído para permitir a classificação de limpeza e o monitoramento de temperatura, umidade e pressão, que são distintos em diversas áreas da planta.

Um mezanino metálico foi construído para dar suporte ao 1,6 quilômetro de tubulações que distribuem vapor limpo, água gelada, água para injetáveis e outras utilidades voltadas ao processo produtivo. A área total foi ampliada de 870 m2 para 1.075 m2.

Abastecimento

Com o objetivo de garantir a continuidade do fornecimento de soros ao Ministério da Saúde em quantidades necessárias, antes de iniciar a modernização da fábrica, os quatro produtores de soros no Brasil propuseram à Anvisa e ao Ministério da Saúde um programa de produção compartilhada. Neste contexto, o Instituto Butantan estabeleceu com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, protocolos para que as etapas industriais de produção de alguns dos principais soros pudessem ser realizadas pela Funed. Nesse sistema, o Butantan realiza o trabalho de extração de venenos, inoculação em equinos e obtençãode plasma hiperimune, que, depois de processado pela Funed, volta ao Instituto para os processos de formulaçãoe envase do produto final. Além disso, também antes da reforma, o Butantan produziu lotes de soros para reserva técnica, com o intuito de formar suprimento emergencial, em caso de necessidade.

Artrópodes e Central de Venenos

Em julho, o Butantan concluiu a construção de um novo prédio para o Laboratório de Artrópodes (aranhas e escorpiões) e uma Central de Venenos, com o objetivo de melhorar os processos de produção de venenos que dão origem a alguns dos soros. Os aportes giraram em torno de R$ 10 milhões. A mudança para o novo edifício está prevista para acontecer até o final deste ano. Entre as novidades da estrutura está uma área para que visitantes possam assistir a apresentações de extração de venenos de aranhas e escorpiões.

Com 700 m2, o novo laboratório tem quase o dobro das instalações atuais e contempla espaços específicos para criação e manutenção de cada grupo de artrópodes cujos venenos são utilizados para soros (aranha-marrom, aranha armadeira e escorpião amarelo); um espaço para outros tipos de artrópodes (lacraias, caranguejeiras e outras aranhas) e outros para criação de insetos para alimentação. Atualmente, o Butantan mantém um plantel de 45 mil exemplares de aranha-marrom, 100 armadeiras e cinco mil escorpiões.

O prédio também contempla uma área exclusiva para a entrada de animais provenientes da natureza, que permitirá a manutenção em quarentena antes que sejam juntados ao grupo de sua espécie, reduzindo, assim, o risco de mortalidade e contaminação de outros exemplares. A estrutura permitirá, ainda, a incorporação pelo Laboratório de Artrópodes do recebimento das lagartas do gênero Lonomia e extração das cerdas que contêm o veneno utilizado na produção do soro antilonômico.

Com mais espaço e melhorias em processos para a manutenção dos animais (como climatização e alimentação), o Instituto pretende, no curto prazo, auferir um rendimento de 20% a 30% maior na extração de venenos para fazer frente à nova capacidade da planta de soros. No longo prazo, a meta é dobrar o volume produzido.

Com entrada independente do Laboratório de Artrópodes, a Central de Venenos foi projetada para ser o local onde os venenos produzidos serão processados, armazenados e distribuídos para os laboratórios de pesquisa, produção e controle de qualidade do Instituto. Seguindo os padrões estabelecidos pela Anvisa com relação às Boas Práticas de Laboratório, a Central de Venenos garantirá melhor aproveitamento e controle na qualidade dos venenos.

Estoques

O Butantan também fez importantes adaptações em sua área de estoque de materiais e de armazenamento de soros e vacinas. Cerca de R$ 12 milhões foram investidos no espaço, que ganhou uma nova câmara fria – agora são oito no total – e teve as demais câmaras modernizadas, além da área de materiais otimizada.

Com a substituição de grande parte das prateleiras fixas por móveis (automáticas), o espaço obteve um ganho de 480 posições / paletes para 1.280 posições (sendo 200 fixas e o restante móveis). As adaptações permitiram a utilização de paletes com maior capacidade de armazenamento (1,00 m x 1,20 m ante 1,00 m x 80 cm).

A operação de pesagem de insumos farmacêuticos, antes realizada pelas fábricas, também passou a ser feita dentro do estoque, evitando que materiais sobressalentes sejam deslocados para as áreas produtivas. A reorganização dos espaços também contribui para evitar o fluxo cruzado dos materiais que são recebidos e ficam em quarentena daqueles que já foram validados e estão armazenados.

Sobre o Instituto Butantan

Vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, o Instituto Butantan é um dos principais produtores de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande parte da produção nacional de antivenenos e antitoxinas bacterianas, além de grande volume de produção nacional de vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações – PNI, do Ministério da Saúde. A instituição se destaca pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas, básicas e aplicadas, relacionados direta ou indiretamente com a saúde pública nas áreas da Biologia, Biomedicina e Biotecnologia. O Butantan mantém importantes coleções zoológicas e também promove atividades culturais e de ensino relacionadas à educação formal e não formal com foco na difusão do conhecimento científico.

 

 
 
   
   
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