Campinas/SP - Quinta, 26 de março de 2026 Agência de Notícias e Editora Gigo Notícias  
 
 
  home
  gigo notícias
  profissionais
  publicações
  clientes
  projetos
  entrevistas
  baú de notícias
  clippings
  galeria de fotos
  ensaios
  extra pauta
  cadastre-se !
  contato
Digite a expressão que deseja buscar
Cadastre-se e receba, por e-mail, as últimas do ClickNotícia.


Rua Alberto Belintani, 41
Whatsapp: (19) 98783-5187
CEP: 13087-680
Campinas-SP

 

AÇÃO PRETENDE BARRAR REORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM SP  


A AGÊNCIA DE NOTICIAS E EDITORA CLICKNOTICIA assumiu, a partir de 2021 as funções que desde 1996 a Comunicativa atuava no mercado de comunicação com características próprias de Agência de Notícias e Editora. Assim, também como agência e editora, a CLICKNOTICIAS se propõe a levantar informações de interesse jornalístico, na macro região de Campinas, espontaneamente ou por demanda para difundí-las através do site www.clicknoticia.com.br. Como Editora ela coloca à disposição de instituições públicas ou privadas o seu corpo de profissionais para produção de publicações jornalísticas em todas mídias disponíveis. Ao conhecer a empresa e suas necessidades no setor de comunicação, podem ser sugeridas ferramentas através da elaboração de um Plano de Comunicação, incluindo jornal para os funcionários, publicações institucionais ou específicas para os clientes, produção de conteúdo para sites, criação de hubs e sites responsivos, entre outras. Esse trabalho é pautado por critérios profissionais e éticos acim a de tudo. A Comunicativa Assessoria e Consultoria Jornalística foi criada como prestadora de serviços jornalísticos em abril de 1996 em função da demanda de profissionais capacitados para interrelacionar o segmento corporativo e os veículos de comunicação jornalística. Fone/WS: (19) 987-835187 - (19) 99156-6014


»
Baú de Notícias
» Galeria de Fotos

» Clipping

   


03/12/2015 - A Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizaram nesta quinta-feira (03/12) uma Ação Civil Pública em que visam barrar o plano de reorganização escolar apresentado pelo governo estadual de São Paulo. Nesta terça-feira, às 15h, Defensoras Públicas e Promotores de Justiça responsáveis pela medida concederam entrevista coletiva sobre o assunto.

A ação pede liminar (decisão antecipada provisória) para que o Estado não implemente a reorganização; garanta permanência em 2016 dos alunos nas escolas onde já estavam matriculados em 2015; preserve os ciclos e turnos de funcionamento como existem hoje; garanta matrícula de novos alunos em 2016 onde existam vagas; e não feche qualquer escola da rede, em especial as 94 anunciadas pelo governo.

O pedido é assinado pelas Defensoras Públicas Mara Renata da Mota Ferreira e Daniela Skromov de Albuquerque, Coordenadoras respectivamente dos Núcleos de Infância e Juventude e de Cidadania e Direitos Humanos; e pelos Promotores de Justiça João Paulo Faustinoni e Silva, do Grupo Especial de Educação; Eduardo Dias de Souza Ferreira, da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos da Infância e Juventude da Capital; e Patricia Salles Seguro, do Núcleo de Políticas Públicas.

Mudanças repentinas

Defensoria Pública e Ministério Público argumentam na ação que as mudanças foram anunciadas de forma repentina, sem qualquer consulta ou debate público com a sociedade e as pessoas diretamente afetadas – estudantes, pais e professores. Os dois órgãos que propuseram a ação também afirmam que ainda em outubro pediram informações à Secretaria Estadual de Educação sobre a reorganização, mas as respostas só chegaram no final de novembro e sem que contemplassem todas as dúvidas apresentadas, dificultando a análise do projeto.

De acordo com a ação, chegaram aos órgãos inúmeras reclamações após o anúncio da reorganização, como abaixo-assinados contra o fechamento de escolas, queixas sobre separação de irmãos, transferência obrigatória de turno com prejuízo às rotinas das famílias, possível superlotação de salas de aulas, entre outras.

Falta de diálogo

A ação lembra que, em audiência pública de tentativa de conciliação promovida pelo Tribunal de Justiça, o Secretário Estadual de Educação propôs a comunicação de detalhes do que seria a reorganização e a instauração de debates e sugestões no prazo de 5 a 10 dias, proposta não aceita pelos estudantes. Os responsáveis pela ACP afirmam que o oferecimento de diálogo significa o reconhecimento público pelo Estado de que o debate não ocorreu previamente ou aconteceu de forma ineficaz e insuficiente; e que o curto prazo para tanto demonstra que o governo continua fechado a um debate amplo e profundo.

A ACP aponta que a educação é um direito social básico a ser garantido com absoluta prioridade para crianças e adolescentes, conforme a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por sua vez, a gestão das escolas públicas deve seguir o princípio da gestão democrática, em respeito a uma série de normas de diversas esferas, como as Constituições Federal e Paulista, o ECA, o Estatuto da Juventude, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Lei Complementar Estadual nº 444/85 (que criou os Conselhos de Escola) e a Lei Estadual nº 9.143/95 (que estabelece normas para Conselhos Municipais e Regionais de Educação), entre outras.

Publicidade e transparência

Além disso, de acordo com a ação, houve desrespeito ao princípio da publicidade e da transparência, que são deveres constitucionais da administração pública – o que é ainda pior ao se considerar que nos últimos dois anos a sociedade paulista vinha debatendo com a Secretaria Estadual de Educação o Plano Estadual de Educação, sem que fosse sequer citada a reorganização.

O remanejamento compulsório das escolas, segundo a ACP, também viola o direito de permanência dos alunos nos estabelecimentos onde já estabeleceram vínculos, e dá tratamento desigual em relação aos demais estudantes, ao prever que mais de 300 mil deles serão compulsoriamente transferidos.

Os Promotores e Defensores argumentam que seria possível reorganizar as escolas, mas desde que isso se baseasse em premissas de manutenção, expansão e melhoria da rede física de ensino, e não na redução dessa estrutura, sendo vedada a possibilidade de retrocesso social.

Fonte:
Defensoria Pública do Estado de São Paulo

 

 
 
   
   
« voltar  


   Gigo Notícias    Política de Privacidade